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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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UNESCO CLASSIFICA CIDADE DE HEBRON E ILHA JAPONESA ONDE AS MULHERES NÃO ENTRAM

Mäyjo, 30.07.17

Hebron

O comité da UNESCO, reunido em Cracóvia desde 2 de Julho, tem vindo a anunciar nos últimos dias a inscrição de novos locais na lista do Património Mundial da Humanidade. Entre os vários já revelados, dois têm vindo a provocar controvérsia.

 

O primeiro é a cidade velha de Hebron, na Cisjordânia, que foi considerada “zona protegida” enquanto “local de valor universal excepcional”, com 12 votos a favor, três contra e seis abstenções, e incluída em duas listas: a do Património Mundial e a do Património em Perigo.  A moção aprovada tinha sido apresentada pela Palestina, pelo que a decisão enfureceu o embaixador Israel, cujo embaixador na UNESCO chegou mesmo a abandonar a sessão. 

Hebron tem uma população de cerca de 200.000 palestinianos e algumas centenas de colonos israelitas, instalados num enclave protegido por tropas de Israel e parcialmente inacessível aos palestinianos, perto do local sagrado que os judeus chamam de Túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos Mesquita de Ibrahim.

Para as autoridades palestinianas, a decisão é “uma vitória da batalha diplomática travada em todas as frentes, face às pressões israelitas e norte-americanas”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano. Rula Maayah, ministra palestiniana do Turismo, disse mesmo que esta é uma decisão “histórica porque sublinha que Hebron” e a sua mesquita “pertencem historicamente ao povo palestiniano”. Mas para Israel, “a decisão da Unesco sobre Hebron e o Túmulo dos Patriarcas é uma mancha moral”, escreveu no Twitter o porta-voz da diplomacia de Israel, Emmanuel Nahshon. Como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lembrou sexta-feira, Hebron não é apenas islâmica. “Quem está enterrado lá? Abrãao, Isaac e Jacob. Sara, Rebeca e Lia. Os nossos pais e mães.”

Longe de conflitos políticos e ambiente de guerra, está a classificação como Património Mundial da ilha japonesa de Okinoshima, um local sagrado, que proíbe a entrada de mulheres e onde só podem entrar visitantes do sexo masculino, mas completamente nus…

Parece piada, mas não é. Este local sagrado situa-se entre a ilha japonesa Kyushu e a península sul-coreana, e mantém regras rígidas e seculares que restringem a entrada no local: além dos sacerdotes, apenas são permitidas 200 visitas por ano e há uma proibição total para o sexo feminino. Esta visita acontece uma vez por ano, no dia 27 de maio, para honrar marinheiros que morreram numa batalha naval durante a guerra russo-japonesa entre 1904-05, obrigando os homens a tirar todas as roupas e à realização de “misogi”, banhos nus no mar para se livrarem de impurezas. 

Nunca foi divulgada oficialmente a razão pela qual as mulheres estão proibidas de entrar na ilha, mas há quem diga que é devido à crença xintoísta, que diz que o sangue menstrual é impuro.

Foto: Túmulo dos Patriarcas, em Hebron (via Creative Commons)

VAI SER MAIS DIFÍCIL VISITAR MACHU PICCHU

Mäyjo, 29.07.17

Machu Picchu

“A cidade perdida dos Incas” é um dos destinos turísticos mais famosos do mundo. Construída no século XV como santuário religioso, no topo de uma montanha a 2490 metros de altitude, Machu Picchu foi abandonada com a chegada dos espanhóis, e só séculos depois, em 1911, foi dada a conhecer ao mundo, descoberta pelo explorador norte-americano Hiram Bingham. Em 1983, a UNESCO classificou-a Património Mundial da Humanidade e, em 2007, a velha cidadela inca foi considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

 

Hoje, este sítio arqueológico no vale do rio Urumamba recebe cerca de 1,7 milhão de visitantes por ano, um número que levou as autoridades peruanas a anunciar, recentemente, novas medidas para diminuir o impacto do turismo – aparentemente devido a pressões da UNESCO que tem ameaçou colocar Machu Picchu na lista do Património Mundial em Risco, avança o jornal britânico The Guardian. 

Assim, desde 1 de Julho que os visitantes só são autorizados a entrar na cidadela com um guia oficial, e em grupos com um máximo de 16 pessoas. Além disso, devem comprar bilhetes que lhes dão acesso apenas apenas a um período de tempo – manhã (das 6h00 ao meio-dia) ou tarde (do meio-dia às 17h30) -, e devem optar por uma de três rotas pré-definidas através do complexo arqueológico, não podendo circular livremente pelo recinto como acontecia até agora. Quem desejar ficar o dia todo, deverá comprar dois bilhetes. 

Com estas medidas, as autoridades esperam manter o misticismo e autenticidade do local, cada vez mais desvirtuados pelo número crescente de visitantes, e reduzir o congestionamento, particularmente complicado de gerir durante a época alta, nos meses de Julho e Agosto.

Foto: Creative Commons

 

Camiões no túnel da Mancha

Mäyjo, 28.07.17

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Calais, França

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Os caminhões estacionam-se na entrada do túnel do canal em Calais, France.

Neste local, há um ano atrás, mais de 2.200 migrantes tentaram invadir a entrada do túnel num esforço para chegar à Grã-Bretanha - 31,4 milhas de distância através da passagem submarina.

 

O NOVO AGRICULTOR PORTUGUÊS: UM CASO DE SUCESSO

Mäyjo, 27.07.17

agricultora

Nos últimos cinco anos sensivelmente, a agricultura portuguesa está a sofrer uma revolução com a chegada de novos agricultores (e agricultoras) com muito mais formação do que vinha sendo hábito no nosso país. Agricultores que trazem novas técnicas, apostam em tecnologia, arriscam com novos produtos e investem no lado comercial, sobretudo na exportação, aproveitando o mercado europeu. Como resultado, as exportações estão a crescer e a produção agrícola atingiu, no ano passado, 6,84 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre. Este resultado conseguiu-se com menos agricultores, pelo que existe ainda muita margem de crescimento. Como disseram ainda recentemente alguns dos melhores chefs do mundo, reunidos para pensar na gastronomia do futuro, os agricultores serão as estrelas do amanhã, roubando-lhes o papel de actor principal.

 

Hoje, 13 de Julho, comemora-se o Dia do o agricultor, num momento quem que “ser agricultor em Portugal passou a ser prestigiante”, como refere a Quercus em comunicado, destacando o papel fundamental do agricultor na conservação dos solos, paisagem e recursos naturais. Sendo assim, continua a associação “é necessário, na próxima revisão da PAC, envolver os agricultores que estão interessados ​​em fazer parte da solução e não do problema. Para começar a incentivar os agricultores a trabalharem com a natureza, em vez de contra ela. é igualmente tempo para deixar de matar pragas para se começar a lidar com elas.”

Até porque estes novos agricultores que agora chegam aos meios rurais trazem um maior respeito pelo ambiente, promovem uma menor mobilização do solo e um uso mais sofisticado das regas. Tudo pontos positivos para a Quercus, que ainda alerta para alguns “maus exemplos verificados, tais como olivais intensivos, grandes áreas de culturas protegidas (estufas), uso excessivo de pesticidas, técnicas erosivas e utilização de OGM – Organismos Geneticamente Modificados.”

“Boa Alimentação, Boa Agricultura – Agora!” é o título da Declaração da Sociedade Civil sobre a Reforma das Políticas Agrícolas Europeias (do inglês, The Civil Society Statement on the Reform of European Agricultural Policies “Good Food, Good Farming – Now!) que a Quercus espera sejam a base para a reforma da PAC (Política Agrícola Europeia) pós-2020.

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